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A tecnologia blockchain possibilitou novas formas de transações de moedas e ativos financeiros, de forma horizontal, descentralizada e sem intermediários como os bancos. Mas a grande revolução que esse modelo promete vai além dessas oportunidades. A lógica desse sistema propõe uma nova forma de organizar nossa sociedade e, principalmente, um novo modelo para os negócios e empresas.

Para entender o modelo é preciso compreender o funcionamento dessa tecnologia. Dizer que o blockchain é descentralizado ou distribuído significa que as informações não estão centralizadas em um servidor, mas replicadas em diversos pontos da rede, o que permite maior confiabilidade de que as informações não serão perdidas nem adulteradas já que seria necessário adulterar simultaneamente as inúmeras cópias. Uma vez que não existe uma instituição que controle e garanta a segurança e o funcionamento dos processos, o que faz com que os usuários confiem no sistema? As transações na rede são públicas e transparentes, de forma que todos os integrantes da rede se tornam agentes verificadores. A própria estrutura dos dados também é parte fundamental da sua segurança e confiabilidade. As informações são armazenadas em blocos que se ligam em uma cadeia. Cada bloco possui um código (hash) que é sua identidade e garante que esse bloco é único. Cada hash é gerado a partir de todos os outros hash anteriores, de forma que para adulterar um bloco seria necessário adulterar toda a cadeia simultaneamente, impossibilitando qualquer fraude.

Mas o que isso tudo tem a ver com o ambiente corporativo? Muitas empresas têm adotado mudanças no ambiente de trabalho com estruturas mais descentralizadas e horizontais, não apenas para um melhor clima organizacional, mas principalmente para estimular uma cultura corporativa inovadora e criativa. Esse novo paradigma de transformação questiona modelos hierárquicos e fomenta a liberdade para que as pessoas assumam responsabilidades por si mesmas, desenvolvam autonomia e tenham um ambiente favorável à liberdade de expressão estimulando o engajamento e motivação no público interno.

No entanto, essa transição de modelos acontece de forma gradativa e gera dúvidas de como as empresas devem se estruturar para atingir essa nova concepção. Apesar de mais liberdade, a mudança de paradigma de hierarquias para um ecossistema colaborativo ainda é um desafio para grande parte das organizações.

Fora do mundo corporativo tradicional, grupos que se organizam nessa lógica podem descrever sua atuação de algumas maneiras: uma rede de pessoas sem funções determinadas, que interagem entre si para definirem objetivos. A partir de um objetivo, aqueles que tiverem afinidade se aglutinam em um grupo delimitado que se propõe a um determinado projeto sob a coordenação de uma pessoa. Tudo por consenso. A partir da materialização de uma ação coordenada, um grupo desenvolverá o projeto. A diferença com as estruturas centralizadas é que nesse modo de organização a “liderança” é temporária e transitória de forma que no próximo projeto os papéis possam se inverter, ou grupos novos se aglutinarem. Uma ideia presente nessa lógica também é que as decisões na rede e nos grupos se pautam por consenso e não por maioria. A ideia de cada indivíduo deve ser ouvida, e não rebatida, para ser inserida na proposta geral.

Chegamos a um dos pontos centrais que rege essa lógica: a cooperação. Substituímos um modelo pautado nos pressupostos de escassez e competição, por um modelo de abundância e colaboração. Não é só pelo fato de estarmos em uma economia baseada em dados, conhecimento e criatividade que podemos encarar os recursos na perspectiva de abundância. Essa lógica diz respeito também aos recursos materiais e naturais. Mas vamos com calma nessa parte, ninguém está dizendo que podemos extrair nossos recursos naturais indefinidamente. A problemática ambiental e suas limitações continua a mesma. Mas quando nos relacionamos com os bens e os utilizamos a partir da cooperação, geramos abundância.

E como isso pode funcionar no ambiente corporativo? Bem, já temos modelos de negócios com compartilhamento de espaço, de recursos, de ideias e de pessoas. É desafiador prever como será um mundo imerso nessa lógica, mas talvez pensemos em ecossistemas dinâmicos e colaborativos. Tudo de forma transparente em espaços produzidos e mantidos por uma cadeia de projetos. E você, como imagina o futuro dos negócios baseados em uma lógica de blockchain e em uma economia colaborativa? Compartilhe conosco sua opinião!

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