(dis)rupção, comunicação e meu headset de realidade virtual

(dis)rupção foi a palavra de ordem do evento hacktown que aconteceu em Sta Rita ao longo dos dias 02, 03 e 04 de setembro falando sobre comunicação, tecnologia, startup, entre tantas coisas.

E alívio foi o sentimento que tive ao longo destes 3 dias em perceber que minha inquietação é compartilhada por todos.

Sair de São Paulo para viver no sul de Minas Gerais não foi uma empreitada fácil, nunca é. Mas hoje vejo que dei uma bela de uma bola dentro! A contrapartida disso é que não tenho muito com quem compartilhar os anseios e inquietações dos loucos publicitários e comunicólogos, os debates ficam mesmo para as idas frequentes à SP.

O Hacktown, ao menos pra mim, foi uma loucura! Primeiro por ele acontecer em Sta Rita do Sapucaí, cidadezinha pequena, mas promissora e do lado de casa, para muitos o Vale do Silício Brasileiro. Não imaginava que pudesse encontrar tanta gente de peso num lugar só, e fora do eixo SP-RJ, daí já começa a disrrupção!

Foram 3 dias intensos com atividades rolando por toda a cidade.

Sexta feira a noite começou com o Boo Aguilar, Head de Next Gen Experiences na FLAGCX, falando sobre tecnologias imersivas (VR, AR e MR). Claro que eu já tinha certo contato com esse universo, mas entender melhor as possibilidades futuras, confesso que ainda tá difícil de racionalizar. Ficar ciente de como a realidade virtual já está contribuindo com áreas além da comunicação e publicidade, como a saúde, as infinitas possibilidades na educação. Saber que na realidade virtual os planetas já existem em tamanho real foi um choque. Agora não consigo parar de me imaginar usando aqueles óculos e selecionando o planeta no qual farei minha corridinha matinal 😉

No sábado o Uber disse a que veio! Palestra pra lá de disruptiva com o Luciano Freitas do Marketing. Perceber o quanto a inquietação e experimentação tá no DNA desses caras,  e como o paradigma do “arriscar”para eles é diferente do que vemos no mercado é algo que possivelmente mexeu com os ouvintes que pensam em empreender. Esse questionamento, mudança de olhar e agir é essencial para a sobrevivência hoje, segundo eles.  Você não tá inquieto e se questionando? Então tem algo muito errado aí…

A mudança é condição sine qua non e algumas características irão contribuir com nossa evolução: a sensibilidade de olhar, o registro empírico e claro, a ciência. Tudo atrelado a resiliência para se adaptar e se reinventar serão fundamentais para empresas que queiram seguir fazendo a diferença. Se as grandes empresas de 2025 ainda não existem ou não decolaram, há caminho a ser percorrido ainda e espaço para muita gente guerreira.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *